O que causa crise de ansiedade sintomas

O que causa crise de ansiedade sintomas

Graduação em Medicina pela UNIFESP, Especialização em Psiquiatria , Mestrado em Ciência das Religiões. Médico Credenciad...

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O que causa crise de ansiedade sintomas

Escrito por Redação Minha vida

Redação formada por jornalistas especializados em alimentação, beleza, bem-estar, família, fitness e saúde.

A ansiedade excessiva pode se tornar uma doença (CID 10 F41.1), conhecida como transtorno de ansiedade generalizada. Este quadro faz com que a pessoa apresente sintomas de preocupação e medo extremo diante de situações simples da rotina.

Não se sabe ao certo por que algumas pessoas são mais propensas à ansiedade descontrolada do que outras. Alguns dos fatores que podem estar envolvidos nisso são:

  • Genética, ou seja, histórico familiar de transtornos de ansiedade
  • Ambiente, por exemplo passar por algum evento traumático ou estressante
  • Mentalidade ou modelo de pensamento, ou seja, a forma como a pessoa estrutura seus pensamentos ou linhas de raciocínio e, consequentemente, encara as situações do dia a dia
  • Doenças físicas.

Entre as doenças físicas que podem estar relacionadas à ansiedade, encontramos:

  • Problemas cardiovasculares, como as arritmias cardíacas
  • Doenças hormonais, como hipertireoidismo ou o hiperadrenocorticismo (aumento de atividade da glândula adrenal)
  • Problemas respiratórios, como o DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica)
  • Dores crônicas
  • Abuso de drogas, álcool ou medicações como os benzodiazepínicos.

Até mesmo eventos como concussões, tumores cerebrais, excesso de cortisol pelo corpo e infecções por bactérias chamadas estreptococos podem se assemelhar à ansiedade.

Por isso é importante buscar um psiquiatra para que ele pesquise se não há causas físicas por trás de seu problema de ansiedade.

É importantes lembrar que a ansiedade por si só é uma emoção normal ao ser humano, e surge comumente ao enfrentarmos situações estressantes. A ansiedade é algo muito próximo da preocupação, um medo, um temor de que as coisas não saiam como nós gostaríamos. Todos esses componentes são necessários para a nossa evolução e sobrevivência. Entretanto, o que não pode ocorrer é um exagero de qualquer um deles.

O tempo prolongado de ansiedade (a chamada ansiedade crônica) aumenta o nível de tensão e o estresse interno e pode levar ao surgimento do medo específico ou até mesmo irreal.

A ansiedade é, basicamente, uma resposta do corpo vinda do sistema nervoso autônomo, que age independente do nosso pensamento racional, como um reflexo.Ele tem a porção simpática, que tem reações de resposta ao estresse, preparando o corpo para fugir ou lutar em uma situação de perigo.

Isso ocorre com a liberação de adrenalina, que causa reações como:

  • Acelerar os batimentos cardíacos e contrair os vasos sanguíneos, para levar o sangue mais rapidamente
  • Dilatar os brônquios, para aumentar a respiração e o consumo de oxigênio
  • Diminuir a motilidade do intestino, para guardar energia para outras ações
  • Dilatar as pupilas, para melhorar a visão mesmo em pouca luz
  • Aumentar a liberação da glicose no sangue, para dar mais energia às células.

A liberação do cortisol também ocorre neste processo, o que traz alguns outros impactos ao corpo, como aumento da gordura corporal, inibição do muco da parede gástrica e trazendo fadiga ao cérebro.

Existem diversos tipos de distúrbios de ansiedade. Os mais comuns são:

O transtorno de ansiedade generalizada (CID 10 - F41.1)(conhecido pela sigla TAG) ocorre quando a ansiedade persiste por longos períodos de tempo e passa a interferir nas atividades do dia a dia.

O principal sintoma do quadro é a “preocupação excessiva ou expectativa apreensiva”. Saiba tudo sobre o transtorno de ansiedade generalizada aqui.

A síndrome do pânico (CID 10 - F41.0) é um tipo de transtorno de ansiedade no qual ocorrem crises inesperadas de desespero e medo intenso de que algo ruim aconteça, mesmo que não haja motivo algum para isso ou sinais de perigo iminente.

Quem sofre do síndrome do pânico sofre crises de medo agudo de modo recorrente e inesperado. Além disso, as crises são seguidas de preocupação persistente com a possibilidade de ter novos ataques e com as consequências desses ataques, seja dificultando a rotina do dia a dia, seja por medo de perder o controle, enlouquecer ou ter um ataque no coração. Saiba tudo sobre a síndrome do pânico aqui.

Esse distúrbio é caracterizado pelo extremo desconforto e pavor com situações sociais como ambientes novos, desconhecidos e cheios de pessoas estranhas; encontros sociais; falar em público; e outras situações do tipo.

São pessoas que ficam apavoradas com a ideia de ir a uma festa ou a qualquer outro evento social, pessoas que, de tanto medo que sentem, muitas vezes chegam ao ponto de evitar todo e qualquer tipo de contato social.

Esse comportamento é característico de um distúrbio conhecido popularmente como fobia social, ou transtorno da ansiedade social. Saiba tudo sobre a fobia social aqui.

A fobia é um medo persistente e irracional de um determinado objeto, animal, atividade ou situação que represente pouco ou nenhum perigo real, mas que, mesmo assim, provoca ansiedade extrema.

A fobia não segue uma lógica propriamente dita, e a ansiedade nesses casos é incoerente com o perigo real que aquilo representa.

Existem diversos tipos, como:

O transtorno obsessivo-compulsivo (CID 10 - F42), conhecido popularmente pela sigla TOC, é um distúrbio psiquiátrico de ansiedade. Sua principal característica é a presença de crises recorrentes de pensamentos obsessivos, intrusivos e em alguns casos comportamentos compulsivos e repetitivos.

Analogicamente falando, uma pessoa com TOC é como um disco riscado, que repete sempre o mesmo ponto daquilo que está gravado. Pacientes com este transtorno sofrem com imagens e pensamentos que os invadem insistentemente e, muitas vezes, sem que consiga controlá-los ou bloqueá-los.

Para essas pessoas, a única forma de controlar esses pensamentos e aliviar ansiedade que eles provocam é por meio de rituais repetitivos, que podem muitas vezes ocupar o dia inteiro e trazer consequências negativas na vida social, profissional e pessoal. Saiba tudo sobre TOC aqui.

O transtorno do estresse pós-traumático (CID 10 F43.1)(TEPT) pode ser definido como um distúrbio da ansiedade caracterizado por um conjunto de sinais e sintomas físicos, psíquicos e emocionais. Esse quadro ocorre devido à pessoa ter sido vítima ou testemunha de atos violentos ou de situações traumáticas que representaram ameaça à sua vida ou à vida de terceiros. Quando ele se recorda do fato, revive o episódio como se estivesse ocorrendo naquele momento e com a mesma sensação de dor e sofrimento vivido na primeira vez.

Essa recordação, conhecida como revivescência, desencadeia alterações neurofisiológicas e mentais. Saiba tudo sobre o transtorno de estresse pós-traumático aqui.

A ansiedade noturna está relacionada à privação de sono, reduzindo a qualidade de vida de quem sofre com o problema.

De acordo com informações da Associação de Ansiedade e Depressão da América (ADAA), 50% dos adultos afirmam experienciar maiores níveis do distúrbio emocional durante a noite.

Para muitas pessoas, a hora de dormir pode ser o único momento em que é possível refletir sobre a rotina. Por conta disso, tendemos a pensar em preocupações e antecipar o que devemos fazer no dia seguinte.

Consequentemente, nossa mente entende o momento de deitar-se na cama como um fator estressante, o que aumenta nossos níveis de adrenalina no período noturno, e impossibilita o sono.

A ansiedade e o transtorno de ansiedade podem causar sintomas tanto mentais quanto físicos, que atrapalham o dia a dia de diversas formas. Veja quais são os principais:

  • Constante tensão ou nervosismo
  • Sensação de que algo ruim vai acontecer
  • Problemas de concentração
  • Medo constante
  • Descontrole sobre os pensamentos, principalmente dificuldade em esquecer o objeto de tensão
  • Preocupação exagerada em comparação com a realidade
  • Problemas para dormir
  • Irritabilidade
  • Agitação dos braços e pernas.
  • Dor ou aperto no peito e aumento das batidas do coração
  • Respiração ofegante ou falta de ar
  • Aumento do suor
  • Tremores nas mãos ou outras partes do corpo
  • Sensação de fraqueza ou fadiga
  • Boca seca
  • Mãos e pés frios ou suados
  • Náusea
  • Tensão muscular
  • Dor de barriga ou diarreia.

Os ataques de pânico, ou crises de ansiedade, são uma reação comum aos transtornos de ansiedade, principalmente na síndrome do pânico. Suas principais características são:

  • Sensação de nervosismo e pânico incontroláveis
  • Sensação de morte
  • Aumento da respiração
  • Aumento da frequência cardíaca
  • Tonturas e vertigens
  • Problemas gastrointestinais.

Em alguns casos, os sintomas físicos são tão intensos que podem ser confundidos com doenças como infarto e outros eventos cardiovasculares.

Síndrome do pânico: transtorno de ansiedade gera ataques de medo intenso

Em alguns casos, os sintomas físicos são tão intensos que podem ser confundidos com doenças como infarto e outros eventos cardiovasculares.

Saiba mais: 12 sensações que pessoas com ansiedade sentem com frequência

Muitas pessoas acreditam que ansiedade e depressão são quadros opostos como muita gente acredita, eles inclusive têm sintomas muito semelhantes, como:

  • Medos
  • Insônia
  • Insegurança
  • Dificuldades de concentração
  • Irritabilidade.

Percebendo isso, dá para notar que elas podem ocorrer juntas.

Um estudo, que ficou conhecido como Kendell, mostrou que diagnóstico de depressão passa para a ansiedade em 2% dos casos, enquanto os casos de ansiedade se tornam depressão em 24%.

Uma explicação para isso é que os pensamentos negativos que o ansioso têm sobre si mesmo podem ser gatilhos para a depressão.

Além disso, grande parte das pessoas com transtornos de ansiedade evitam as situações que podem desencadear sintomas e, com isso, passam a viver de forma muito restrita, como não sair de casa sozinho, não participar de encontros e outros eventos sociais, ficar preocupado com tudo e acabar não fazendo nada, e por aí vai. Quanto mais a ansiedade abala a vida de uma pessoa, maior a chance de ela ficar deprimida.

Por fim, tanto a ansiedade quanto à depressão costumam estar ligadas a disfunção de neurotransmissores chamado monoaminas, que englobam a serotonina.

Para entender como diferenciar os sinais que essas condições trazem, e saber o que fazer nesses momentos, veja nossa matéria sobre o assunto.

O profissional começará investigando se há alguma causa física para sua ansiedade excessiva. Enquanto isso, ele também terá uma conversa para fazer uma análise e entender que condições podem estar levando você a ter essa ansiedade exagerada.

Existem alguns “marcadores biológicos” que também podem estar ligados à ansiedade, como a dosagem de cortisol (um hormônio importante no estresse), alterações de glicemia ou dos hormônios sexuais, entre outros.

Caso o médico não identifique causas físicas, ele pode comparar seus sintomas com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5) para entender qual é seu quadro.

Algumas pessoas são mais propensas a terem distúrbios de ansiedade. Os principais fatores de risco são:

  • Eventos traumáticos na infância ou mesmo vida adulta
  • Estresse relacionado a doenças físicas sérias
  • Acúmulo de estresse
  • Tipo de personalidade, já que algumas pessoas tem uma personalidade naturalmente ansiosa, como os perfeccionistas e os controladores
  • Abuso de substâncias, como álcool, cigarro e drogas ilícitas.

Para excluir a possibilidade de doenças físicas, podem ser pedidos exames como:

  • Exames de sangue
  • Exames da tireoide
  • Exame físico durante a consulta
  • Exames neurológicos

Especialistas que podem diagnosticar a ansiedade são:

  • Clínico geral
  • Psiquiatra
  • Psicólogo.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quais são seus sintomas e o quão severos eles são?
  • Como estes sintomas impactam no seu dia a dia?
  • Você já teve um ataque de pânico?
  • Você costuma evitar situações que te deixam ansioso?
  • Seus sentimentos de ansiedade são ocasionais ou contínuos?
  • Quando você começou a notar que estava muito ansioso?
  • O que parece aumentar sua ansiedade?
  • Você já passou por alguma experiência traumática?
  • Você tem ou já teve outras condições de saúde física ou mental?
  • Você usa algum medicamento?
  • Você tem histórico familiar de ansiedade?

Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar.

Para ansiedade, algumas perguntas básicas incluem:

  • Qual é a causa mais provável para minha ansiedade?
  • Existem outros fatores que podem estar piorando minha ansiedade?
  • Eu preciso ver outro médico ou um psicólogo?
  • Que tipo de terapia pode me ajudar?
  • Medicamentos podem me ajudar?
  • Posso fazer algum tipo de terapia complementar?
  • Além do tratamento, o que posso fazer para ajudar a reduzir a ansiedade?

Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta.

O ideal é procurar ajuda médica partir do momento em que o distúrbio de ansiedade produz algum tipo de desprazer ou sofrimento, interferindo negativamente na qualidade de vida. Muitas pessoas costumam ter dúvidas em relação à busca do profissional, que pode ser um psicólogo ou um psiquiatra.

Vale dizer que se forem fatores do desenvolvimento da personalidade, traumas, crises a conduta mais adequada é procurar uma psicoterapia. Já se os fatores causais tiverem origem biológica, a chamada "ansiedade biológica", o psiquiatra deve ser procurado.

A preocupação excessiva com pequenos problemas, irritação, humor explosivo e comportamento evitativo (a pessoa passa a evitar lugares cheios ou fechados, como shoppings, aviões, elevadores, etc.) são sinais claros de um transtorno ansioso.

A sensação de que o cérebro não desliga e mudanças de hábitos do dia a dia também são fatores importantes.

Sentir ansiedade é normal, mas quando ela passa a ser persistente e fora de seu controle, é bom marcar uma consulta médica com um psiquiatra. Principalmente se há:

  • Preocupação excessiva, a ponto de interferir no trabalho, relacionamentos e em outras partes de sua vida
  • Sintomas de depressão, de alcoolismo ou dependência química a drogas
  • Pensamentos ou comportamentos suicidas.

Preocupações derivadas da ansiedade e seus transtornos não desaparecem por conta própria – pelo contrário, elas só tendem a piorar. Por isso, tratamento e suporte médicos são imprescindíveis.

Procurar ajuda médica antes da ansiedade se tornar um problema ainda maior também é crucial para evitar complicações.

Muitas pessoas costumam ter dúvidas em relação à busca do profissional, que pode ser um psicólogo ou um psiquiatra. Vale dizer que se forem fatores do desenvolvimento da personalidade, traumas, crises a conduta mais adequada é procurar uma psicoterapia.

Já se os fatores causais tiverem origem biológica, a chamada "ansiedade biológica", o psiquiatra deve ser procurado.

Caso a ansiedade excessiva esteja relacionada a uma doença física, seu tratamento adequado já trará alívio dos sintomas.

No entanto, se o paciente sofre de algum transtornos de ansiedade, o tratamento pode envolver diversas abordagens:

Algumas abordagens são mais recomendadas, como:

A psicoterapia com um psicólogo pode ajudar o paciente a entender os fatores do dia a dia que desencadeiam sua ansiedade, reduzir seus sintomas e trabalhar os eventos que o levaram a desenvolver este problema.

Psicanálise freudiana: O autoconhecimento é a chave desse tipo de psicanálise, baseada no pensamento de Freud. Ela foca o inconsciente e traz seus problemas para o consciente. Normalmente o profissional não faz um direcionamento, deixando com que a pessoa decida sobre o que quer falar. No caso da ansiedade, ela é interessante para entender as raízes dos pensamentos ansiosos.

Psicanálise junguiana: Ela leva em consideração "o inconsciente, o que é reprimido e tratá-lo através de símbolos, imagens oníricas, usando os sonhos como método de análise", diferencia a psicanalista Priscila. Também está mais ligada à busca pelo autoconhecimento e a recuperação da própria essência, mas também pode tratar depressão, ansiedade e encontrar a raiz desses problemas.

Psicanálise lacaniana: Nessa abordagem há associação livre de palavras e é através da linguagem que chegamos ao núcleo do ser.

Gestalt: É considerada uma terapia holística, justamente por levar em conta o todo das situações. Ela sempre examina o paciente as relações no que está em torno, o foco é trabalhar a pessoa no ambiente onde ela está, mas fazer com que ela se afaste da situação para ter a noção do todo. Essa análise é feita baseado na conversa, mas o profissional vai direcionando o diálogo e fazendo perguntas, pedindo descrições do papel de cada um nas situações e tecendo considerações.

Terapia cognitivo-comportamental: Mais conhecida como TCC, ela se foca em problemas específicos e na melhor forma de saná-los. Seu principal foco está na resolução de traumas, apesar de servir para outros tipos de problemas. Funciona bem com fobias e com o tratamento do TOC.

Saiba mais: Conheça melhor os diferentes tipos de terapia antes de escolher a sua

Diversos remédios podem ser usados para o tratamento da ansiedade, como:

Saiba mais: Psicoterapia: O que é, quais são os tipos e quando devo procurar?

Antidepressivos: o tratamento de escolha para os transtornos ansiosos é feito com certos grupos de antidepressivos, especialmente os que têm uma boa atuação em um neurotransmissor chamado serotonina. Eles são sugeridos para tratamento mais prolongados em razão do baixo risco de dependência e pela facilidade em serem retirados de forma lenta e gradual na fase final do tratamento.

Ansiolíticos: esses medicamentos agem de várias formas a depender do sistema de neurotransmissão que atuam. Os ansiolíticos tarja preta são usados na fase aguda da doença para alívio dos sintomas físicos da ansiedade, agem no sistema chamado GABA - que reduzem a hiperatividade cerebral a níveis adequados. Mas só funcionam com os sintomas, sem melhorar a causa.

Antipsicóticos: alguns antipsicóticos, como a quetiapina, podem ser usados como paliativos durante os períodos mais críticos dos quadros ansiosos. Entretanto, tal como os ansiolíticos, eles apenas aliviam sintomas, não tratando a causa.

Os remédios mais usados para o tratamento de ansiedade são:

Somente um médico pode dizer qual o remédio mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique.

Não interrompa o uso do remédio sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Pacientes já diagnosticados com um transtorno, como o transtorno de ansiedade generalizada (TAG) ou a síndrome do pânico devem ter mudanças no seu estilo de vida que podem agir como remédios também, reduzindo a ansiedade. O psiquiatra Leonardo Maranhão indica algumas:

Controle da jornada de trabalho: "adultos até 50 anos não devem devem trabalhar mais de 40 horas semanais e, acima dessa idade, é recomendado que a jornada seja reduzida para cerca de 25 horas", explica o psiquiatra Maranhão.

Investir em momentos de lazer: Ter momentos que fujam do estresse, como passeios no parque, interação com animais de estimação e viagens são importantes para ter mais qualidade de vida e reduzir a ansiedade.

Dieta mais natural: Incluir alimentos mais naturais, como frutas, verduras e cereais, ajuda não só a reduzir o número de aditivos químicos no prato. Além disso, os alimentos possuem nutrientes que podem atuar diretamente nos neurotransmissores do cérebro, substâncias que podem desencadear o bem-estar ou a ansiedade.

A maior parte das pessoas com ansiedade começa a se sentir melhor e retoma as suas atividades depois de algumas semanas de tratamento. Por isso, é importante procurar ajuda especializada na unidade de saúde mais próxima.

O diagnóstico precoce e preciso da ansiedade, com tratamento eficaz e acompanhamento por um prazo longo, são imprescindíveis para obter melhores resultados e menores prejuízos.

A ansiedade pode ser prevenida a partir de medidas de qualidade de vida:

  • Exercícios físicos diários
  • Alimentação balanceada, equilibrada e de boa qualidade
  • Cuidados com a qualidade do sono
  • Técnicas de relaxamento
  • Religiosidade
  • Arte
  • Terapia
  • Lazer

Além de seguir o tratamento à risca, alguns cuidados caseiros podem ajudar na recuperação de quem sofre de ansiedade excessiva. Veja alguns abaixo:

  • Pratique atividades físicas
  • Reduza seu estresse diário
  • Experimente controlar a respiração
  • Evite pensamentos negativos
  • Invista em alimentos com triptofano
  • Tome um chá
  • Mantenha foco de atenção no presente
  • Seja mais organizado
  • Esteja com quem você ama
  • Dedique tempo para se cuidar
  • Cuide dos seus pensamentos para sorrir mais
  • Confie mais em si mesmo
  • Desenvolva congruência
  • Fortaleça o autoconhecimento
  • Cuide bem do seu momento antes de dormir.

Entenda melhor como colocar essas dicas em prática e controlar a ansiedade aqui (10).

O que causa crise de ansiedade sintomas
Imagem: Minha Vida

Frutas cítricas: a vitamina C, presente nas frutas cítricas, diminui a secreção de cortisol, hormônio liberado pela glândula em resposta ao estresse

Leite, ovos e derivados magros: ótimas fontes de um tipo de aminoácido, o triptofano, que alivia os sintomas de ansiedade.

Carboidratos: o nutriente eleva o nível de açúcar no sangue, dando energia, bem-estar e disposição.

Banana: tem alto teor de triptofano qua a fruta carrega, ajudando na produção de serotonina.

Carnes e peixes: eles são a melhor fonte natural de triptofano, aminoácido que em conjunto com a vitamina B3 e o magnésio produzem serotonina. Além disso, contêm outro aminoácido chamado taurina, que disponibilidade de um neurotransmissor chamado GABA, que o organismo usa para controlar fisiologicamente a ansiedade.

Chocolate: é rico em flavonoides, um tipo de antioxidante que favorece a produção de serotonina.

Espinafre: contém folato (ácido fólico), que é uma potente vitamina antidepressiva natural, pois quando está em baixas concentrações no organismo também diminui os níveis cerebrais de serotonina.

É muito importante não tentar lutar contra o pânico, pois este não é um mecanismo consciente, ele é decorrente de mecanismos automáticos cerebrais localizados em regiões automáticas ou não conscientes. Faz parte de um complexo sistema de defesa do organismo.

A pessoa pode tomar algumas ações:

  • Recorrer a técnicas de relaxamento, como meditação ou preces, por exemplo
  • Usar qualquer técnica de distração como uma conversa suave, música suave, palavras que acalmem, massagem em regiões do corpo que produzem relaxamento
  • Controlar da respiração (2).

Saiba mais: Como diferenciar um ataque de ansiedade de doenças cardiovasculares?

Existem diversos aplicativos que ajudam a controlar a ansiedade. Veja alguns a seguir, sempre lembrando que eles não substituem um bom acompanhamento psiquiátrico ou uma boa psicoterapia:

Lojong, Meditação e Minfulness: o app é dedicado à meditação, com meditações guiadas, vídeos animados, timer e conteúdos. Sua avaliação é de 4,9 estrelas na Google Play.

Querida ansiedade: avaliado com 4,8 estrelas na Google Play, esse aplicativo foi criado pela psicóloga Camila Wolf (CRP 09/6719), ele se propõe a ensinar o usuário como a ansiedade age, a observar como sua própria ansiedade se manifesta e o afeta e assim reduzi-la.

Ansiedade - Controle de Humor e Chat: o aplicativo traz uma série de notícias sobre a ansiedade, tem um diário de registro de humor e coloca o usuário em contato com outras pessoas que usam o aplicativo para se ajudarem. Com avaliação de 4,7 estrelas na Google Play.

Aplicativos em inglês:

Self-Help for Anxiety Management: o app permite o usuário registrar o que o deixa ansioso, como sua ansiedade está naquele momento, entre outras ferramentas. Sua nota na Google Play é de 4 estrelas.

Worry Watch - Anxiety Journal: o app permite o acompanhamento das irritações diárias para análise dos padrões de ansiedade. Sua nota na Apple Store é de 5 estrelas e o valor para baixá-lo é de US$ 1,99.

Pessoas ansiosas há muito tempo e sem tratamento podem ter uma série de problemas físicos como:

  • Dificuldades de memória, devido à liberação excessiva de adrenalina e cortisol
  • Hipertensão: também devido ao excesso de adrenalina, que ao aumento da frequência cardíaca
  • Diabetes: como a ansiedade vem do instinto de fugir ou lutar
  • Gastrite nervosa: a ansiedade pode causar modificações no suco gástrico, aumentando sua liberação, o que pode trazer sintomas semelhantes à gastrite
  • Dores no corpo: com o impulso de fugir ou lutar, os músculos do corpo ficam mais tensos, podendo intensificar dores nas costas, pernas e ombros, além de pequenos tiques nervosos.

A ansiedade excessiva não tratada pode levar a outros problemas de saúde, como:

  • Depressão
  • Abuso de substâncias
  • Insônia e outros distúrbios do sono
  • Problemas digestivos
  • Isolamento social
  • Problemas nos estudos, trabalho e vida pessoal
  • Suicídio.

Associação dos Portadores de Transtornos de Ansiedade

Ministério da Saúde

Psiquiatra Pérsio Ribeiro Gomes de Deus (CRM-SP 31.656), diretor técnico de saúde do Hospital Psiquiátrico da Água Funda (SP)

Psiquiatra Leonardo Maranhão (CRM-SP 102.366), especializado em Dependência Química pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

Psiquiatra Luís Augusto Dias Malta (CRM-MG 35748)

Psiquiatra Hewdy Lobo (CRM-SP 114.681), especialista em Psiquiatria Forense, terapeuta comportamental especializado no tratamento da Dependência Química. Médico do ProMulher, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP e diretor do Vida Mental Serviços Médicos

Clínico Geral Paulo Camiz (CRM-SP 116.103), do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (FMUSP)

Gastroenterologista Leonardo Peixoto (CRM-RJ 780.553), especialista em gastroenterologia pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG)

Endocrinologista Milena Caldato (CRM ), membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM)

Cirurgião geral Marcelo Katayama, instrutor de treinamento com foco em desenvolvimento pessoal e diretor no Núcleo Ser

Psicóloga Adriana de Araújo (CRP-SP 56.802)

Psicóloga Priscila Gasparini, com especialização em neurologia e doutora pela Universidade de São Paulo (USP)

Psicóloga Jessye Cantini (CRM-RJ 40442)

Psicanalista Mônica Mussolino, especialista da Clínica Médica Integrada de São Paulo (CLIMISP) e doutoranda do Departamento de Psiquiatria e Psicologia Médica na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

Nutricionista Rosana Farah, membro da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade

Kendell RE, Zealley AK - Companion to Psychiatry Studies. Churchill Linvingstone, Edinburgh, 1983