Explique por que a felicidade e considerada o fim de todas as ações humanas segundo Aristóteles

Explique por que a felicidade e considerada o fim de todas as ações humanas segundo Aristóteles

Resumo: Aristóteles destaca em sua obra “Ética a Nicômaco” que a felicidade existe e que é possível que sejamos pessoas felizes, mais para isso é necessário sermos pessoas praticantes da virtude, que é aquilo que nos leva a prática do bem. A Virtude é a capacidade humana de aplicar a racionalidade e fazer dela uma coisa prática. Assim é possível chegar ao fim último, o qual é o Bem Supremo, identificado como a Felicidade. Freud vai nos dizer que a Felicidade é algo prazeroso, mas que depende da realidade em que que só é possível alcançar a Felicidade quando não passamos por momentos de desprazer. Para se alcançar a felicidade precisamos passar por momentos satisfatório, pois o estado de Felicidade é determinante na vida do homem, pois é um estado que mexe em tudo em sua vida principalmente o psíquico.

Palavras- chave: Bem. Felicidade. Satisfação. 

A temática desenvolvida neste artigo está voltada para uma reflexão acerca do bem supremo, que é a Felicidade. Aristóteles define a felicidade como uma atividade da alma ajustada à vida perfeita. Sendo a felicidade uma atividade da alma, as pessoas devem fazer um esforço intelectual para adquiri-la. A busca da felicidade justifica a ação humana. Todos os outros bens são meios para atingir o bem maior que é a felicidade. Aristóteles salienta que esse bem final deve ser algo alcançável, senão não sustentaria a ação humana em busca do mesmo.

A felicidade é tida como um bem supremo, todos a desejam, mas muitos a confundem com prazeres, luxúrias, honrarias, riquezas. O filósofo afirma que uma mesma pessoa pode ter uma visão equivocada da felicidade, em épocas diferentes de sua vida. Para muitos, a felicidade seria algo que vem suprir o que está faltando naquele momento, como o dinheiro, a saúde, a saudade. Mas é necessário entender que a felicidade é algo maior do que as partes que a compõem.

Freud nos diz que a Felicidade depende do estados que nós nos encontramos, depende da realidade em que vivemos, se estamos passando por algum problema, enfermidade, morte, entre outros, o importante é não passar por momentos de desprazer. Para conseguirmos alcançar a Felicidade é necessário passar por momentos de prazer e passando por este estado conseguimos alcançar um alto nível de Felicidade, com isso nos dá um sentimento de satisfação. Segundo Freud, isso acontece por que mexe com todo o nosso ser, principalmente com o nosso Psíquico.

 Para o homem a felicidade é tratado como algo que só se consegue através de momentos e coisas prazerosas, muitos se espelham em outras pessoas achando que se formos todos iguais, ou até mesmo procurando a copiar e imitar determinada pessoa, é possível se alcançar ao nível extremo da felicidade. Pode até alcançar, mais pode acontecer de ser momentos de passagem rápida. A felicidade depende do estado em que a pessoa se encontra, ninguém consegue se alegrar pela perda de um ente querido, ou até mesmo por um acidente grave.

A felicidade é um bem final, não encontramos prontos, mas sempre teremos que construir a felicidade e ela passa constantemente por construção.

1. Dados biográficos de Aristóteles.

Aristóteles nasceu em Estágira, na Macedônia, antiga região da Grécia. Filho de Nicômaco, médico do rei Amintas III. Teve sólida formação em Ciências Naturais. Com 17 anos partiu para Atenas, foi estudar na Academia do filósofo Platão. Logo se tornou o discípulo predileto do mestre. "Minha Academia se compõe de duas partes: o corpo dos alunos e o cérebro de Aristóteles", afirmava Platão.

O brilhante aluno escreveu uma série de obras, nas quais aprofundava, como também modificava as doutrinas do mestre. Suas pesquisas sobre os objetivos de cada ciência foram importantes para determinar um campo específico de estudo, possibilitando seu desenvolvimento. Procurou explicar com o raciocínio todos os fenômenos do Universo. A filosofia de Aristóteles abrange a natureza de Deus (Metafísica), do homem (Ética) e do Estado (Política).

Quando Platão morreu, em 347 a.C., Aristóteles, depois de vinte anos de Academia, já era importante e deveria ser o substituto natural do mestre, na direção da Academia.    Porém foi rejeitado por ser considerado estrangeiro. Decepcionado, deixou Atenas e foi para Atarneus, na Ásia Menor, onde tornou-se conselheiro de estado de seu antigo colega, o filósofo e político Hermias. Casa-se com Pítia, filha adotiva de Hermias, mas entra em choque com a sede de riqueza do amigo, em contraste com seus ideais de justiça. Quando os persas invadiram o pais e crucificou seu governante, Aristóteles mais uma vez ficou sem pátria.

Em seus escritos sobre ética, Aristóteles define que as virtudes devem estar sempre no meio termo, ou seja, devemos nos afastar dos extremos para não sucumbirmos nos vícios e excessos. A felicidade como um bem perfeito é desenvolvida pela razão e se manifesta através do agir e no controle das emoções. Aristóteles considera que todas as ações devam ser guiadas pela razão.

2.      Definição de felicidade

Quando tratamos sobre a felicidade nos recordamos sobre momentos alegres e felizes que passamos no nosso dia a dia. São momentos que nunca iremos esquecer, pois são sentimentos que nos satisfaz. Não podemos nos esquecer desses momentos de alta astral. O sentimento de felicidade é natural do homem, é algo constantemente desejado para si.

O homem não conseguiria viver sozinho, pois é um ser político e mesmo assim a felicidade anda ao lado dele, pois não deixaria de passar por algum momento que não fosse feliz ou não teria passado por algum momento de felicidade. Nós construímos a cada dia a nossa felicidade, é um processo de construção, não conseguiremos viver sem esse sentimento.

Segundo Aristóteles, o bem é aquilo que todos desejam em ter. Se a felicidade é o fim ao qual tende o apetite natural de todas as pessoas, então o fim último, o bem supremo, será a própria felicidade. A felicidade entendida na pólisdeve visar sempre o bem comum dos cidadãos. Quem age em vista do bem comum vive feliz. Portanto, a felicidade é a arte de viver bem e é o bem supremo sob o qual todas as ações do homem estão voltadas.

[...]se há, então, para as ações que praticamos alguma finalidade que desejamos por si mesmas, sendo tudo mais desejado por causa dela, e se não escolhemos tudo por causa de algo mais (se fosse assim, o processo prosseguiria até o infinito, de tal forma que nosso desejo seria vazio e vão), evidentemente tal finalidade deve ser o bem e o melhor dos bens.(ARISTÓTELES, 1999, p. 17):

A felicidade é o estado de quem é feliz, tem uma sensação de estar bem, que devido a isso pode ocorrer diversos motivos. É um momento durável de satisfação, a pessoa se sente plenamente feliz quando não há nenhum momento de sofrimento. Quando ficamos felizes é devido a junção de emoções e sentimentos que por algum motivo nos leva a sentir, é uma sensação de que temos como a realização de um sonho, ao rever uma pessoa muito querida ou até mesmo por estar de bom humor.

Wesley Sousa é graduando em Filosofia pela UFSJ.

Introdução

Aristóteles nasceu em Estagira, uma cidade-colônia grega da Macedônia, em 384 a.c e, por durante cerca de vinte anos, foi discípulo de Platão (427 – 347 a.c) na Academia. Aristóteles foi um dos grandes e mais influentes pensadores da humanidade, seus estudos, sobretudo, pairavam sobre diversas áreas do conhecimento, como botânica, astronomia e política. Certamente, foi o mais proeminente discípulo de Platão. Além disso, foi tutor do rei Alexandre, o “Grande”, da Macedônia.

Segundo Warburton (2014, p, 12), “Uma das questões que ocupou a reflexão de Aristóteles foi: “Como devemos viver?”. Sócrates e de Platão já haviam feito essa pergunta.”. Estava Aristóteles, portanto, tentado buscar respostas para o alcance de uma boa vida, uma vida feliz. Assim, para o filósofo grego, a eudaimonia (felicidade) é o fim último de um homem (ser humano) com base à sua ética por meio de seus hábitos cotidianos.

Em sua obra Ética a Nicômaco, o filósofo se põe ao exame da moral enquanto doutrina do caráter, de modo indireto ou subordinado à felicidade, pois “É por esse motivo que se a felicidade deve ser adquirida pela aprendizagem, pelo hábito ou por alguma outra espécie de exercício” (ARISTÓTELES, 2015, p. 22). Segundo ele, “A felicidade, portanto, uma vez tendo considerada alguma coisa final [completa] e autossuficiente, é a finalidade visada por todas as ações.” (ARISTÓTELES, 2009, p. 49).

Nas seções que se seguem abaixo iremos discutir a questão da felicidade na abordagem ética aristotélica. Na vasta obra de Aristóteles, percebemos da mesma maneira que é inconcebível pensar ética e política de maneira dissociada, também é impossível pensar a ética desligada da felicidade. Eis que lembramos a famosa sentença dele em sua Política: “É evidente, pois, que a cidade faz parte das coisas da natureza, que o homem é naturalmente um animal político, destinado a viver em sociedade […]” (ARISTÓTELES, 2009, p. 16).

A felicidade como um fim humano

Aristóteles concebia que as ações humanas conforme as virtudes nos levam à felicidade. Argumentava ele que quanto mais o homem exercitava a virtude, mais virtuoso seria. Um homem virtuoso e bom consegue aliar força e inteligência; utiliza bem sua riqueza para melhorar seu intelecto. A ética é, portanto, um exercício prático de conhecimento nas ações e escolhas. Consequentemente, a ação ética, de acordo com ele, necessariamente passa pelo equilíbrio, evitando tanto o excesso quanto a falta.

No Livro X de sua Ética a Nicômaco, o filósofo afirma:

“[…] a felicidade não é uma certa disposição de caráter, porque se o fosse poderia ser possuída por um indivíduo que passasse a totalidade se sua vida adormecido, vivendo a vida de um vegetal, ou por alguém que estivesse mergulhado no mais profundos infortúnios” (ARISTÓTLES, 2009, p. 304).

Parágrafos posteriores, Aristóteles nos diz bem que “As atividades desejáveis em si mesmas são aquelas que visam a nenhum resultado além do mero exercício da própria” (ibidem). A felicidade tem, em si, na visão aristotélica, alguns componentes, dentre eles o entretenimento (divertido). A partir daí que ele chega “A conclusão é que a felicidade não se encontra nos entretenimentos” (ARISTÓTELES, 2009, p. 305). Portanto, “Fazer do entretenimento o objeto de nossas buscas sérias e do nosso esforço se afigura tolo e sumamente pueril” (Ibidem).

Como dissemos, para a busca da felicidade (uma vida boa e feliz), Aristóteles sustenta que o objetivo dos homens é alcançá-la através da virtuosidade humana e moderação. Assim ele diz:

“Mas se a felicidade consiste na atividade de acordo com a virtude, é razoável que seja atividade de acordo com a virtude maior, e esta será a virtude da maior parte de nós. […] é a atividade de parte de nós em harmonia com a virtude que lhe é própria consistirá a perfeita felicidade […]” (ARISTÓTELES, 2009, p. 306).

Ratificando esta perspectiva, Nadir Pichler (2004, p. 50) escreve que “são as ações dos homens conforme as virtudes que levam à felicidade, não as ações contrárias à prática virtuosa”. A felicidade está, prossegue, conectada nas atividades práticas da razão. “A virtude da prudência consiste em sabe discernir, deliberar e calcular bem as ações do homem, isto é, ‘escolher os meios necessários para alcançar um fim bom’”. (PICHLER, 2004, p. 97).

Na obra Ética a Nicômaco, o pensador grego argumenta uma questão interessante: para ele as crianças não estão aptas a serem felizes, pois não têm idade o suficiente para a capacidade de atos nobres. Neste sentido, afirma:

“Quando nos referimos às crianças como sendo felizes, trata-se de um cumprimento pelas expectativas que alimentamos em relação a elas para o futuro. A felicidade, como afirmamos, requer tanto virtude completa quanto a vida completa” (ARISTÓTELES, 2009, p. 56).

Outro ponto importante expor aqui é que o autor não dissocia, a rigor, a felicidade como alcance do Sumo Bem até mesmo na ação política. Para isso, diz que “ninguém deseja estar na guerra por estar na guerra, nem toma medidas deliberadamente para causar uma guerra” (ARISTÓTELES, 2009, p. 308).

Isso significa que, em Aristóteles, ética e política são duas partes distintas de um mesmo corpo investigativo; em ambas há – diferentes de outras ciências do ponto de vista aristotélico – um fim prático, na promoção e manutenção da felicidade humana. A ação em conformidade do fim particular de cada um às finalidades delimitadas pela comunidade política da qual pertence. E ele complementa:

“Mas a atividade do político também é privada de ócio e visa assegurar algo que transcende a mera participação na política, ou seja, poder e honras, ou, aconteça o que acontecer, felicidade para ele e seus concidadãos […]” (ibidem).

O caráter da ética no alcance felicidade

A ética aristotélica, podemos dizer com segurança, também é uma ética da virtude. Contudo, o caráter do homem não é inato ou determinações da natureza puramente, bem como não é um destino próprio dele mesmo ou de sua condição social.

Mas, nesta concepção, um processo contínuo da ação, da racionalização de suas paixões e desejos, para sua vida plena na pólis (cidade). Podemos assegurar que pelo exaustivo trabalho intelectual da investigação do autor, o alcance da verdadeira felicidade e dos prazeres púnicos e perenes é um objeto primordial da Ética a Nicomâco para suas investigações.

Segundo Pichler, “a virtude moral não é natural e nem tão natural, mas a natureza dá ao homem uma potencialidade para adquiri-la” (2004, p.62). Isso porque, prossegue o comentador, “a natureza da virtude moral como disposição ou hábito […] faz-se necessário examinar qual a justa proporção dela” (2004, p. 63).

A seguir, Aristóteles, fala de duas formações de virtude:

“Algumas formas de virtudes são chamadas de virtudes intelectuais e outras de virtudes morais. A sabedoria e o entendimento e a prudência são virtudes morais. Ao descrevermos o caráter moral de alguém, não dizemos que se trata de alguém sábio ou capaz de entendimento, mas que é uma pessoa moderada ou sóbria. Mas um homem sábio também é louvado por sua disposição e chamamos de virtudes as disposições dignas de louvor. (ARISTÓTELES, 2009, p. 65).

No Livro X, nos primeiros parágrafos da Ética a Nicômaco, o filósofo salienta que para as ações virtuosas, ou seja, ações nobres, éticas; mas antes disso ele sustenta que “em síntese, nossas disposições morais são formadas como produto das atividades correspondentes” (ARISTÓTELES, 2009, p. 68).

A virtude, como meio do alcance da felicidade, nas boas ações, condutas e vicissitudes, segundo o pensador grego “é, então, uma disposição estabelecida que leva à escolha de ações e paixões e que consiste essencialmente na observância da mediania relativa a nós” (ARISTÓTELES, 2009, p. 77).

Assim, consequentemente, no Livro X, ele reforça que “discutir o prazer, pois se pensa ser ele aquilo que está mais estritamente vinculado à nossa natureza humana” (ARISTÓTELES, 2009, p. 291). Portanto, como sintetiza o próprio Pichler, “A felicidade é uma atividade desejável em si mesma, autossuficiente, nobilitante, finalidade última da natureza humana” (PICHLER, 2004, p. 104).

E, nesse sentido, Aristóteles argumenta que a especulação, isto é, “a felicidade perfeita é alguma forma de atividade especulativa” (ARISTÓTELES, 2009, p. 310). Chegando, no findar das contas, “A conclusão é que a felicidade é alguma forma de especulação” (ARISTÓTELES, 2009, p. 311).

A ética, para o filósofo de Estagira, é uma força dinâmica, cuja ela é capaz de despertar a virtuosidade no que o homem tem mais de essencial em sua vida: a busca pela verdadeira felicidade. Portanto, a ética está no agir, em outras palavras, na ação prática para este fim.

Considerações finais

Vimos que a abordagem ética em Aristóteles como alcance da felicidade está correlacionada à atividade do homem enquanto tal. Na sua prática cotidiana, nós temos uma teleologia, por assim dizer, do Sumo Bem, em outras palavras, a finalidade do alcance da felicidade por vias éticas em sua conduta virtuosa – ou seja, a virtuosidade de ser para suas atividades práticas.

Sucintamente, assim o autor comenta:

“Dessa forma, se entre as ações virtuosas as ações militares ou política se distinguem pela nobreza e pela grandeza, e estas não se relacionem com o lazer, visam uma finalidade, e não são desejáveis por si mesmas, enquanto atividade racional, que é contemplativa, parece ser superior e mais valiosa por sua seriedade, além de não visar a nenhum outro fim que não ela mesma, e ter em si o seu prazer próprio […], e a autossuficiência, o lazer, a ausência de fadiga […], e todos os demais atributos das pessoas sumamente felizes são evidentemente, os que relacionam com essa atividade – seguem, então, que essa (atividade racional) será a felicidade completa do homem, desde que tal atividade lhe seja agregada por toda existência, pois nenhum dos atributos da felicidade por ser incompleto.” (ARISTÓTELES, 2015, p. 221).

Em conclusão, o autor fornece estudos que, para as ações concretas, o homem deve não apenas agir por agir, mas agir bem: o agir conforme as disposições finalísticas de suas capacidades na busca – aqui a felicidade – conforme uma ética atrelada às virtudes humanas. A felicidade, portanto, se almeja através do princípio da racionalidade na vida cotidiana.

Assim, como apenas uma andorinha apenas não faz verão[1] (parafraseando o próprio), um homem não consegue atingir, por si, suas potencialidades de forma meramente isolada, porque, segundo Aristóteles dizia, o isolamento é típico de um animal selvagem ou dos deuses, como afirma em sua Política². Portanto, o homem para viver bem e feliz, precisa estar em comunhão com sua comunidade – em termos mais modernos, a sociedade.

Referencias bibliográficas:

ARISTÓTELES. A Política. Tradução Nestor Silveira Chaves. Editora Edipro. Bauru – SP, 2009. (Clássicos Edipro)

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Tradução, textos adicionais e notas, Edson Bini. Editora Edipro. Bauru – SP; 3° edição, 2009.

ARISTÓTELES. Ética a Nicomaco. Tradução Torrieri Guimaraes. Editora Martin Claret. São Paulo – SP. 6° edição, 2015.

NIGEL, Warburton. Uma breve história da filosofia. Tradução de Rogério Bettoni. Porto Alegre. Ed. L&PM, 2014.

PICHLER, Nadir Antônio. A felicidade na ética de Aristóteles. UPF, Passo Fundo – RS, 2004.

¹ Metáfora que Aristóteles escreve em sua Ética a Nicômaco, pois, para ele, assim como uma andorinha não representa o verão,  pequenos prazeres não significa a felicidade por inteira.

² Livro I da Política